Endeavor, maior organização de empreendedorismo do mundo, divulgou nesta quinta-feira (17/11) a terceira edição do Índice Cidades Empreendedoras. O ranking avalia o ecossistema empreendedor nas principais cidades brasileiras e aponta aquelas em que as condições são mais propícias para criar e desenvolver uma empresa. Além disso, analisa quais pontos cada município precisa melhorar para oferecer um bom ambiente de negócios.
Pelo segundo ano consecutivo, São Paulo ficou com o primeiro lugar. Entre os fatores que justificam a colocação da capital paulista estão, principalmente, o acesso ao capital e a conexões relevantes e as condições de mercado. “São Paulo, apesar de ser a primeira colocada no índice, não está tão bem colocada em todos os pilares. A cidade ainda tem potencial para melhorar muito e desenvolver outras áreas que cidades menores já conseguiram desenvolver”, diz Juliano Seabra, diretor-geral da Endeavor.
Como em 2015, Florianópolis ficou com o segundo lugar, mas, desta vez, mais distante da primeira colocada. De acordo com o índice, a ilha apresentou uma queda no desenvolvimento de inovações do último ano para cá. A paulista Campinas ocupa o terceiro lugar na lista, seguida por Joinville (4º), Vitória (5º), São José dos Campos (6º), Porto Alegre (7º), Sorocaba (8º), Maringá (9º) e Ribeirão Preto (10º).
O estudo analisou 32 cidades que, no total, representam 40% do PIB (Produto Interno Bruno) nacional. Todos os estados brasileiros foram representados ao menos por suas capitais, com exceção da região norte, onde apenas Belém e Manaus entraram no índice. Para conseguir medir os ecossistemas de negócios, a Endeavor avaliou sete pilares que mais afetam a vida do empreendedor em cada município: ambiente regulatório, infraestrutura, desenvolvimento econômico, inovação, capital humano e cultura empreendedora.
































1º lugar: São Paulo – a capital paulista também ganhou a primeira colocação no pilar Infraestrutura
O impacto da crise
O impacto da recessão econômica afetou os indicadores analisados pela Endeavor. O crescimento médio do Produto Interno Bruno (PIB) das cidades caiu de 3,9% entre 2010 e 2012 para 2,4% entre 2011 e 2013.
Os recursos financeiros disponíveis para empresas também sofreram com a crise: os investimentos em private equity, por exemplo, foram reduzidos em 23%. O número total de empresas também diminuiu desde o último estudo, mas as áreas de TICs (tecnologia da informação e comunicação) e de economia criativa aumentaram em 14%. Além disso, o número de negócios apostando no mercado externo cresceu 7%.
FONTE: http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2016/11/sao-paulo-se-mantem-como-melhor-cidade-do-brasil-para-abrir-um-negocio.html?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Press+Clipping+Fenacon+-+18+de+novembro+de+2016
